Publicado em: qui, jun 25th, 2015

A luz fluorescente piora enxaqueca – Fuja Dela

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Você trocou as lâmpadas incandescentes de sua casa ou escritório por lâmpadas fluorescentes? Está contente com a economia de energia elétrica trazida pela lâmpada fluorescente? Pois saiba: enquanto a luz fluorescente diminui sua conta de luz, ela aumenta sua despesa com saúde (ou melhor, doenças), especialmente se você sofre de enxaqueca.

– Mas por que? – você pode se perguntar – Como pode uma luz ser diferente da outra? Não é tudo “luz”? Que importa se a luz é incandescente ou luz fluorescente?O motivo reside numa diferença fundamental entre luz incandescente e luz fluorescente.

O Que É Luz Incandescente

Luz incandescente é a luz resultante do calor. Quando um objeto esquenta além de um certo limite, ele incandesce, ou seja, começa a emitir luz. Esta é a luz predominante da natureza: o Sol, o fogo resultante da queima da madeira, óleo e velas, são as formas mais comuns de luz natural. O ser humano, ao longo de toda a evolução, se adaptou e prosperou com a luz do Sol. Graças a essa luz existe o dia, e nossos olhos enxergam maravilhosamente bem os objetos iluminados pelas várias nuances da luz incandescente do Sol nascente até o poente.

A luz da lua, à noite, não é incandescente, mas é resultado do reflexo da luz incandescente do Sol iluminando nosso satélite. Mais uma vez, é a luz incandescente em ação.

Segundo indícios arqueológicos, há quase meio milhão de anos os ancestrais do Homo sapiens já possuíam controle sobre o fogo, o que propiciou muitas vantagens, uma delas a luz. A luz do fogo também é de natureza incandescente, assim como o Sol. Com o advento da civilização, aumentou o uso de objetos emissores de luz incandescente, como tochas, velas e lâmpadas a óleo.

Por volta de 1880, a lâmpada de tungstênio foi inventada por Thomas Edison, e passou a iluminar a civilização.

O Que É Luz Fluorescente

O termo luz fluorescente se refere à luz emitida por lampadas fluorecentes. Lâmpadas fluorescentes são tubos de vidro com pequenos eletrodos nas duas extremidades, que enviam correntes elétricas (elétrons) que “viajam” através dos gases (argônio + mercúrio) que preenchem o interior do tubo. Conforme os elétrons percorrem o tubo, eles colidem com os átomos de mercúrio ali presentes, e essa colisão resulta na emissão de luz ultravioleta (invisível), cujos raios atingem um pó de material fosforescente que recobre, por dentro, o vidro da lâmpada, e que brilha com luz visível quando em contato com a luz ultravioleta. Essa luz atravessa o vidro e é quem ilumina o ambiente ao redor da lâmpada. A cor da luz pode ser modificada de acordo com a composição química do pó fosforescente.

As lâmpadas fluorescentes foram introduzidas no mercado em 1934, mas ganharam uso cada vez mais disseminado a partir da década de 1970.

Qual o Problema da Luz Fluorescente?

Ao contrário da luz incandescente que brilha continuamente, a luz fluorescente acende e apaga dezenas de vezes por segundo. O motivo é que a emissão de elétrons através do interior da lâmpada fluorescente é interrompido e reiniciado duas vezes a cada pulso de corrente alternada emitida pela rede elétrica. A frequência dessa alternância, no Brasil, é de 60 ciclos por segundo, o que significa que a luz da lâmpada fluorescente acende e apaga 60 vezes por segundo. Na Europa são 100 vezes.

O olho humano não é capaz de enxergar essa alternância tão rápida de acende-apaga, e a impressão que se tem é de iluminação contínua. Mas o fato de não enxergarmos não quer dizer que nosso sistema nervoso não capta. Essa tremulação da luz  fluorescente é percebida pelo nosso subconsciente e provoca um estado de estimulação do sistema nervoso.

Quem sofre de enxaqueca já sofre, por definição, de um estado de hiperatividade do sistema nervoso. E isso não combina com qualquer coisa que o hiperestimule. O cérebro de quem tem enxaqueca é sensível a este e vários outros estimulantes (inclusive na alimentação), que se ocorrerem em conjunto, predispõem ainda mais à enxaqueca.

E esses estimulantes não faltam: dormir tarde, luz à noite (mesmo que seja incandescente – e ainda mais a fluorescente), televisão, computador, cafeína, nicotina, chá mate, chá verde, chimarrão, refrigerantes, cafeína, adoçantes artificiais, glutamato monossódico, pílulas anticoncepcionais, agrotóxicos nos alimentos (que imitam o estrogênio, um hormônio estimulante).

Quer Ter Menos Enxaqueca? Use Lâmpadas Incandescentes

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Com a retirada da lâmpada incandescente do mercado mundial, a luz da civilização se torna cada vez mais artificial.

Além de mais caras e de emitirem uma iluminação de qualidade inferior que as lâmpadas incandescentes, as lâmpadas fluorescentes sempre emitem luz tremeluzente (ainda que imperceptível a olho nu) e são tóxicas para o meio ambiente porque contêm mercúrio – cerca de 4 miligramas por lâmpada.

Mas as Lâmpadas Incandescentes Estão Saindo do MercadoA melhor solução é voltar a usar a lâmpada incandescente, que dá o mesmo brilho com o qual nosso corpo está acostumado desde tempos imemoriais.

Seguindo uma tendência mundial de economia de energia, as lâmpadas incandescentes deixarão para sempre o mercado brasileiro a partir do ano 2016.

Na minha opinião, o que se economiza de energia com lâmpadas fluorescentes nas casas e escritórios, pode se gastar com doenças advindas da hiperestimulação do sistema nervoso pela luz tremeluzente e de brilho não natural das lâmpadas fluorescentes. Mas minha opinião é voto vencido neste caso.

Se você, assim como eu, gosta e quer continuar se beneficiando da agradável luminosidade das lâmpadas incandescentes na sua casa por muitos anos – ainda que em um ou outro abajur, ou quem sabe um único quarto na casa – faça como eu: comece a estocar lâmpadas incandescentes. Um bom estoque pode durar a vida inteira, pois lâmpadas não queimam tão fácil, se a instalação elétrica for boa.

Para quem ler este artigo depois de 2016, a melhor solução é continuar evitando as lâmpadas fluorescentes e usar lâmpadas de LED em corrente contínua (se for corrente alternada, o LED também vai acender e apagar de acordo com a frequência da corrente da rede elétrica).

Fonte: http://www.enxaqueca.com.br/blog/luz-fluorescente/

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