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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Meteorito que atingiu a Rússia causou o maior impacto do século


Estudo dos fragmentos do meteorito e que explodiu sobre Chelyabinsk em fevereiro pode ajudar astrônomos a proteger o planeta de ameaças do céu.

O meteorito que explodiu violentamente sobre a cidade russa de Chelyabinsk em 15 de fevereiro deste ano causou a maior explosão espacial na Terra desde o fenômeno de Tunguska, registrado em 1908, também na Rússia. Como a queda aconteceu em uma área povoada - e um país onde, além de celulares serem comuns, também as câmeras instaladas no painel de carros são bastante frequentes -, pesquisadores conseguiram reunir uma quantidade inédita de material sobre o evento cósmico. Depois de visitar os arredores de Chelyabinsk nas semanas que se seguiram à queda do meteorito, 57 cientistas de nove países descreveram o caso em detalhes na edição desta semana da revista Science.

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"Se a humanidade não quiser seguir o caminho dos dinossauros, precisamos estudar um evento como esse em detalhes", afirmou o professor Qing-Zhu Yin, do departamento de astronomia da Universidade da Califórnia em Davis. O exemplar que atingiu a cidade russa no início do ano pertence à classe mais comum de meteoritos, os condritos ordinários. Se uma catástrofe atingisse a Terra novamente, seria causada por um objeto desse tipo, afirmou Yin.

Nosso objetivo era entender todas as circunstâncias que resultaram na onda de choque que mandou mais de 1,2 mil pessoas aos hospitais na área naquele dia", afirmou o astrônomo Peter Jenniskens, que faz parte da equipe liderada por Olga Popova, da Academia de Ciências da Rússia. A explosão foi equivalente à detonação de 600 milhares de toneladas de TNT - unidade utilizada para medir o impacto destrutivo de armas nucleares.

Os pesquisadores estimam que o asteroide tinha 19,8 metros de diâmetro, mas foi se fragmentando e deixou apenas um buraco de 7 metros de largura na camada de gelo que atingiu ao cair. Com a análise do meteorito em detalhes, os cientistas esperam estabelecer padrões de estudo para esse tipo de impacto e ajudar a entender melhor os objetos próximos da Terra (NEO, de Near-Earth Object, em inglês) e desenvolver estratégias mais eficazes para proteger o nosso planeta.


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