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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Novas explosões solares podem marcar o ápice do ciclo solar


Nos últimos dias, uma série de erupções energéticas foi observada na superfície do Sol, alimentando a suspeita de que a o astro-rei pode ter acordado após um longo período de calmaria. As emissões detectadas foram bastante fortes e uma tempestade deve atingir a Terra neste fim de semana.

Desde quarta-feira, 23 de outubro, os sensores de raios-x a bordo do satélite geoestacionário GOES-15 vêm registrando uma sequência ininterrupta de emissões de grande energia na classe M, a maior parte delas ocorridas em erupções na região da mancha solar 1875.

Essa região já estava sendo monitorada de perto pelos pesquisadores, pois sua configuração magnética beta-gamma-delta está tipicamente associada a instabilidades, com possibilidade de provocar erupções e ejeções de massa coronal. Durante todo o dia 23, diversas emissões partiram dessa região, uma delas de classe M4.2 e outra de Classe M9.3, classificadas de moderada a forte.

Essas emissões foram responsáveis por grande ejeção de partículas carregadas, que deverão atingir a Terra neste final de semana.

Nova mancha
Agora, uma nova região ativa despontou no limbo solar e apesar de ainda não estar voltada em direção ao nosso planeta, emitiu na manhã de sexta-feira um poderoso flare de classe-X1.7, lembrando que os flares da classe-X são os mais energéticos da categoria.


A região foi batizada de AR 1882 e nos próximos dias deverá estar posicionada de frente para o nosso planeta.
Por serem bloqueados na alta atmosfera, os raios X emitidos pelo flares são bastante poderosos e uma emissão de alguns segundos pode atingir milhões de Watts. Para se ter uma ideia da potencia, um rápido flare X1.7 equivale a bombardear uma área do tamanho do Brasil com mais de 800 megawatts de potência, lembrando que o raio-x é ionizante e muito mais energético que seu vizinho ultravioleta.

Em outras palavras, uma simples piscada do Sol bombardeia o espaço em volta da Terra com a mesma potência de uma turbina de Itaipu.

Não é possível saber se as tempestades solares vão continuar nos próximos dias e observação e monitoramento das atuais regiões ativas nos próximos dias poderá responder a uma pergunta crucial e que está sendo feita por muita gente: O Sol acordou?

Artes: no topo, gráfico do fluxo de raios-x registrado pelo satélite GOES-15 mostra intensas emissões provocadas por erupções em regiões ativas na estrela. No vídeo, momento da erupção classe X1.7, registrada na manhã de 25 de outubro de 2013 e captada pelo observatório espacial SOHO. Créditos: NOAA/SWPC, SOHO, Apolo11.com.

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