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terça-feira, 29 de outubro de 2013

30 mil câmaras vão "vigiar" 16 cidades venezuelanas


A Venezuela e a China assinaram na segunda-feira um acordo para a criação de um sistema de monitorização que passa pela instalação de 30.000 câmaras de videovigilância em 16 cidades venezuelanas, anunciou o Governo local.

O acordo será executado pela empresa chinesa Ceiec no âmbito do novo Sistema Integrado de Monitorização e Assistência (Sima), que deverá estar funcionando nos municípios do leste de Caracas até finais de dezembro, para ajudar a combater a alta criminalidade.

Segundo dados policiais, a Venezuela registou 16.072 assassinatos em 2012.

O ministro das Relações Interiores venezuelano, Miguel Rodríguez Torres, explicou que o Sima visa "dar consistência" ao programa governamental de combate à criminalidade "Grande Missão a Toda Vida Venezuela" e faz parte de uma "aliança para oferecer aos venezuelanos a máxima segurança possível".

As câmaras, disse, armazenarão 1.000 horas de imagens, permitindo a deteção de pessoas suspeitas de atos criminosos e das zonas e horas em que ocorrem mais delitos.

O Sima terá um centro nacional de comando, controlo e comunicações, sete centros regionais e 32 de caráter municipal ligados a mais de 210 estações policiais comunitárias e apetrechados para processar a informação, responder a situações de emergência e coordenar uma "patrulhagem inteligente" com os organismos de segurança do Estado.

O programa será implementado em três etapas, prevendo-se que esteja concluído entre 2015 e 2016.

A Venezuela e a China têm atualmente em curso 70 projetos de cooperação, que abrangem uma dezena de setores, entre elas a segurança.

A alta criminalidade e insegurança na Venezuela é apontada pelos cidadãos como o principal problema do país, afetando tanto nacionais como estrangeiros.


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