Um verdadeiro “Grand Canyon” foi descoberto sob o gelo da Antártida

sexta-feira, 27 de julho de 2012


26-07-2012
Uma enorme fissura na superfície da Terra, que poderia rivalizar com a majestade do Grand Canyon, foi descoberta escondida sob vasta camada de gelo da Antártida.

Apelidado de Rift Ferrigno, a geleira que preenche as paredes íngremes do abismo e que levam ao seu nível mais profundo, medem aproximadamente 1,5 km. Tem cerca de 10 km de diâmetro e pelo menos 100 km de comprimento, sendo possível se estender por muitos quilômetros para o mar.

A fenda foi descoberta durante uma viagem cansativa de 2.400 km que, salvo algumas conveniências modernas, relembra os dias de início de exploração da Antártida. E ela veio como uma grande surpresa, de acordo com o primeiro homem que percebeu que algo incrível, literalmente, estava escondido sob os pés a 1 km de gelo.

Exploração

Robert Bingham, um glaciologista da Universidade de Aberdeen, junto com o assistente de campo Chris Griffiths, havia embarcado em uma viagem de nove semanas durante a temporada de campo em 2009-2010 para o levantamento do Glacier Ferrigno; um homem da região tinha visitado o local anteriormente apenas uma vez, 50 anos antes. Durante a última década, os satélites revelaram que a geleira é o local mais dramático em perda de gelo no Oeste da Antártida – um espaço pequeno de terra que aponta na direção da América do Sul.

A equipe, formada por apenas dois homens estabelecida a bordo de motos de neve, arrastando equipamentos de radar para medir a topografia da rocha debaixo do gelo varrida pelo vento, preparou-se para o trabalho de campo árduo, mas sem planejamento ou expectativas, porém a surpresa veio em seguida.

“Foi em um dos primeiros dias que nós estávamos dirigindo, fazendo o que achamos ser uma pesquisa completamente normal, quando eu notei uma camada de gelo afundando”, disse Bingham.

O afundamento foi tão repentino e tão profundo que levou Bingham a voltar pelo menos três vezes ao local para verificar os dados, e viu o mesmo padrão. “Temos a sensação de que havia algo realmente emocionante lá embaixo”, disse ele ao Our Amazing Planet. “Foi uma das missões científicas mais emocionantes que eu já tive”.

Implicações escorregadias

Bingham comparou o abismo escondido com o Grand Canyon em escala, mas disse que as forças tectônicas de rifteamentos continentais - em contraste com a erosão - criaram o Rift Ferrigno, arrancando a fissura de paredes, provavelmente dezenas de milhões de anos atrás, quando a Antártida estava livre de gelo.

Apesar da excitação em torno da descoberta, ela tem implicações mais profundas. “A existência do Rift Ferrigno, afeta profundamente a perda de gelo”, afirmaram Bingham e co-autores do British Antarctic Survey em um artigo publicado na revista Nature em 25 de julho.

Fonte:  http://www.jornalciencia.com/meio-ambiente/...

Postado por Andrea Cortiano
via: http://portaldosanjos.ning.com

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