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sábado, 31 de março de 2012

Astrônomos analisaram terremoto solar mil vezes mais potente do que o que atingiu o Japão em março de 2011

Ejeções de plasma causam terremotos na superfície do Sol


30-03-2012
A primeira observação de um terremoto solar foi divulgada nos anos 1990. Assim, foi descoberto que explosões na atmosfera do Sol, conhecidas como erupções solares, podem produzir ondas sísmicas, à maneira dos terremotos que atingem o planeta Terra. Agora, um estudo liderado pelo University College London, na Inglaterra, descobriu um tipo específico de erupção solar capaz de causar tais abalos.

Os terremotos solares são formados pelo impacto de poderosos raios de partículas que viajam no interior do Sol. A nova pesquisa – divulgada nesta sexta-feira durante a conferência National Astronomy Meeting 2012, na cidade britânica de Manchester – mostrou pela primeira vez que erupções conhecidas como 'ejeções de massa coronal' são capazes de produzir os tais terremotos no astro.


Os pesquisadores analisaram uma erupção deste tipo ocorrida em 15 de fevereiro de 2011, por meio de imagens captadas pelo satélite SOHO, na órbita do Sol. Eles perceberam que um terremoto mil vezes mais potente do que o que atingiu o Japão há um ano foi desencadeado nas duas extremidades do campo magnético do Sol. Assim, a equipe constatou que ejeções de massa coronal podem desempenhar papel importante na geração dos tremores. A ejeção em questão foi lançada pelo Sistema Solar em direção à Terra a uma velocidade média de 600 quilômetros por segundo.

"Terremotos solares foram previstos pela primeira vez em 1972 e têm sido vistos na superfície do Sol como ondulações muito parecidas com aquelas produzidas quando uma pedra é jogada na água", diz Dr. Sergei Zharkov, coordenador do estudo. "No entanto, eles são causados pela liberação súbita de energia abaixo da superfície do Sol, produzindo ondas que viajam em direção à superfície", explica.


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